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Pao

A IMPORTÂNCIA DO PAÓ : Pawo (Paó), tradução-  bater palmas;  forma abreviada de Ìpatéwo, subs., aplauso, bater palmas com a mão. Pawo, não é simplesmente um bater de palmas ou aplausos nas religiões de matriz africana e sim um rito compassado e de grande profundida que mesmo em tempos atuais, está longe do entendimento de muitos adeptos. A diversidade de ritmos e compassos varia muito de Nação para Nação do Candomblé, ou seja, algumas seguem batendo as palmas das mãos em 1-2- 3/1-2-3-4-5-6 ou 1-2-3/1-2-3-4-5-6-7 enquanto outras linhagens apenas 1-2-3 e diminuindo o ritmo até que nada mais se ouça. O pawo é utilizado para expressar respeito, devoção, para invocar a energia ou para finalizar um ritual ou Oração.  O “pawo” tem um sentido quando se antecede um ritual e outro quando se finaliza, assim como, quando nos ajoelhamos ou prostramos diante de nossas Divindades e de nossos Superiores. O pawo é democrático, do simpatizante ou ancião de uma família de axé o utili...

Egbere

EGBÉRE Na espiritualidade yoruba, EGBERE é conhecido como espírito malévolo baixinho com um tapete na mão, sempre lamentando o resto de sua vida. Você não pode pacificar EGBERE, ele está perpetuamente em estado de luto. Os grandes caçadores na terra yoruba acreditam que o tapete que ele está carregando é uma riqueza saqueada que ainda não lhe dá alegria, ele não consegue dormir sobre isso, ele não pode sentar-se ou usá-lo para qualquer propósito, ele só o detém tão fortemente, ele dorme no chão, no entanto, ele segura o tapete. A lição que a vida de um EGBERE está nos ensinando é que qualquer riqueza que você obtenha através de meios diabólicos nunca pode dar-lhe paz. Aqueles que roubam, manipulam ou mentem para obter dinheiro nunca podem ter paz e satisfação em suas vidas. Eles viverão a vida de EGBERE. Aboru aboye Baba Obalufe

a Língua

A língua Quando Obatalá entregou o comando a Xangô, como este era jovem, ninguém o queria respeitar e nem leva-lo em consideração e todos os dias alguém fazia fofocas a Obatalá sobre Xango. Depois de tantas fofocas um dia Xangô disse a Obatalá: - " Pai, por que todos os dias lhe dizem algo de mim, e nada disso que dizem é verdade?” Mas Obatalá, que conhecia a seriedade de Xangô, lhe disse: “Espera que os dias passem e te acalme tenha paciência.” E assim Xangô foi embora da casa de seu pai.  Obatala foi consultar a Orumilaia (o orixa da sabedoria) este lhe disse que oferenda-se a exu e que mandasse Xangô cozinhar e que tirasse suas próprias conclusões, e assim fez Obatalá mandou chamar Xangô e lhe disse: - " Filho Meu, eu gostaria que você fizesse uma refeição para todos os meus filhos e para mim. Gostaria que você me fizesse ou cozinhasse o que há de MELHOR no mundo ". Xangô fez a comida aos filhos de Obatalá, tal como ele tinha pedido e fez para obatalá língua de (vaca)...

Macumba pega?

MACUMBA PEGA?  Por Chico Xavier  Uma senhora passou o dia todo de pé em uma longa fila só para ter a chance de fazer uma única pergunta para Chico Xavier. No cair da noite, finalmente ficou frente a frente com ele e, cheia de medo e preocupação, disse: – Chico, tenho uma única pergunta. Macumba pega? Chico sorriu e falou pausadamente: – Minha filha, me responda você, uma coisa: se eu jogo uma pedra em uma grande parede com um buraco bem no meio dela, o que acontece? – Bom… – disse a mulher – A pedra entra! – E se não houver buraco? – Ela vai bater e voltar… – Exatamente! Não dê abertura ao mal, não pratique o mal, não o desenvolva dentro de você e você estará imune a ele. A cada vez que você fizer de sua língua uma arma venenosa, a cada ato de perversidade ou falsidade que cometer, você aumentará o buraco de sua parede. Quem joga pedras, cedo ou tarde levará uma pedrada.Assuma os riscos ou benefícios da parede que você construiu. Assuma a dor de causar dor ou usufrua a paz de ...

MITO YEWA VIRGENS!!

  MITO YEWA VIRGENS!! "Yèwá, Òrìsà Egbá, cultuado mais precisamente em Egbádò, no rio Yèwá (paralelo ao rio Ògùn, onde Yèmoja é cultuada), muitos consideram a mesma uma Divindade fòn, que teve seu culto levado para terras yorùbá, outros, assim como eu, acreditam que Yèwá é filha de Odùdúwà com Ìyámoje (Divindade que se transformava em Serpente, de quem Yèwá também herdou este poder)...Alguns acreditam que Yèwá (filha de Odùdúwà -Óòní Ilé Ifè) era virgem e foi "estrupada" por um dos chefes (Obàtáláboromu/Jàgún) da guarda real de Odùdúwà, vindo a engravidar e depois sendo espulsa da casa de seu pai, por isso passou a ser considerada a protetora das virgens e só "incorporaria" em moças virgens... Porém eu discordo, para mim, Yèwá possui filhas não mais virgens e além da mesma ter tido relacionamento sexual com Òrúnmìlà, quem deu a mesma o poder de visão, foi esposa de Sònpònná (Obalúayé), é uma divindade bastante complexa, veste-se de palha vermelha e recebe o tít...

Bolonã

O QUE É BOLONÃ? Bolonã é um ritual, que hoje em dia e pouco utilizado na maioria das casas de Candomblé, porem de suprema importância. Serve para confirmar se o futuro iniciado será um Yiawo (se bolar) ou Ogan ou Ekedy (se não bolar) e também para confirmar o Orixá da pessoa, o Bolonã e o ÚNICO ritual confiável e sem erro para descobrir o Orixa do futuro Yiawo, não se confirma Orixa de um Yiawo através do jogo de Búzios ou Opele e muito menos através da Cabala da data de nascimento. Hoje em dia a algumas casas que mesmo se o iniciado não bolar ou incorporar o raspa e faz a pessoa com Yiawo e passa a ser chamado(a) de Oloyé. O ritual é feito com uns cânticos e toques específicos de Bolonã para cada Orixa, aonde a pessoa que vai se iniciar passa primeiro pelos ebós específicos, depois o Bori e só na hora em que ela tem que se recolher para o Roncô e realizado o ritual do Bolonã, antes desse ritual não se deve afirmar qual é o Orixa em que a pessoa será iniciada para evitar erros de int...

gbàdúrà ou Oriki

A cantiga Oní Sáà wúre (O Senhor do Tempo) de etnia Kétu é uma das mais conhecidas e cantadas no Candomblé, sendo inclusive gravada e cantada por artistas da nossa MPB. Esta cantiga exalta o poder supremo de Olódumare - Ọlọ́run (Deus). Ela não é uma Àdúrà (reza), e sim um Oríkì (uma saudação), embora seja cantada na sequência de cânticos em louvor a Òṣàlá (O Grande Orixá). A Àdúrà é entoada no Awo yàrá Òrìṣà (quarto do mistério do Orixá), em ocasiões especiais como Bọrí (comida a cabeça), ou Àwọn orò Òrìṣà (obrigações dos Orixás). Esta cantiga Oní Sáà wúre exalta as virtudes de Olódumare (Deus Supremo), Senhor de Existência das pessoas aqui no Àiyé (mundo). Ọlọ́jọ́ oní é outro Oríkì. Ele foi criado pelo Ogan e professor de língua yorùbá, José Beniste, no intuito de aprimorar a pronúncia da língua. Portanto, é sempre positivo saudarmos Ọlọ́jọ́ Oní (o Senhor do dia) e Oní Sáà Wúre (o Senhor do tempo e da existência). Aliás, Oní Sáà Wúre é uma das cantigas que mais identificam o Candombl...